5 formas de terapeutas ajudarem as vítimas do Rio Grande do Sul

Saiba também como divulgar seu trabalho quando há um desconforto interno sobre o que acontece à nossa volta

Camila

5/7/20246 min read

brown post on body of water
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Oi, terapeuta! Eu não sei onde você mora, nem qual é sua realidade nesse momento, mas acredito que os acontecimentos recentes no Rio Grande do Sul chamaram sua atenção de alguma forma.

Nesta terça-feira (07.05), vi uma live da Elaine Ourives para vibrar pelo sul do país. Durante a live, ela contou a história de uma tatuadora, que disse estar desconfortável com a necessidade de vender o trabalho dela em meio à situação no Rio Grande do Sul.


A tatuadora disse que precisa de dinheiro para pagar contas, comprar comida e, para isso, queria divulgar para os seguidores que estava com horários disponíveis na agenda. Mas, durante os eventos extremos do sul, onde o mais importante é salvar vidas e sobreviver, ela se questionou se não seria errado vender seu trabalho.

Soa materialista? Ou é necessário se desprender de possíveis julgamentos e seguir o fluxo vendendo o que faz?


Eu confesso que também me senti assim, achei que o certo seria adiar alguns planos dos próximos dias. Eu moro em São Paulo, já morei no Rio Grande do Sul e senti que talvez não seria legal vender meu trabalho essa semana…

Acredito que mais pessoas estejam com essa dúvida e pode ser o seu caso também. Afinal, você tem que pagar suas contas e comprar alimentos da mesma forma. Para conseguir isso, precisa de mais consultas ou mais clientes para o seu infoproduto… Afinal, quem empreende precisa vender, não é mesmo?

Olhe para as energias

Não posso responder por você, mas para ajudar na sua reflexão, trago o que a Elaine Ourives respondeu à tatuadora. Ela disse que se a tatuadora deixar de se vender por conta desse desconforto, o resultado será de mais falta e dificuldade.

Se a gente olhar pelo lado energético, o medo de ganhar dinheiro em um momento de tantas perdas parece errado. Isso vai contribuir para limitar o fluxo de possibilidades que talvez já estivesse prestes a se manifestar.


A verdade é que a gente não sabe quanto tempo isso vai durar, se haverá mais chuvas e mais regiões afetadas. Até quando seria certo esperar, se essa for a escolha?

Nesse momento, acredito que não existe a estratégia perfeita se não aquela que está alinhada com o seu coração. 🥰 Logo abaixo vou listar algumas opções de como terapeutas podem contribuir para a situação atual.

Saúde mental em eventos extremos

Temporais intensos, ondas de calor e estiagem… O Brasil está vivenciando cada vez mais esses eventos extremos da natureza. Será necessário um trabalho de prevenção, mas também de reparo em diversas áreas, incluindo a saúde emocional.


Pessoas estão vendo suas vidas mudarem em questão de minutos. Famílias que se desestruturam, que perdem entes, que são obrigadas a recomeçar. Elas não têm outra opção a não ser seguir. E essas pessoas de agora, bem como outras vítimas que poderão haver no futuro em outros eventos extremos, também precisarão de apoio emocional.

Hoje há diversos psicólogos voluntários que acolhem as pessoas resgatadas no Sul. Mas, será que elas terão acesso a uma terapia posteriormente? Elas vão conscientemente buscar esse tipo de auxílio para a saúde mental delas depois? Ou não vai sobrar tempo para cuidar da mente quando é preciso reconstruir a vida material?


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O papel dos terapeutas se torna essencial para fortalecer a saúde emocional ao lidar com momentos como esses ou se recuperar deles.

Como ser contribuição nesse momento?

Existem diversos caminhos para você se colocar à disposição como profissional para acolher quem precisa de acolhimento emocional. Vale lembrar que em uma primeira abordagem, é essencial avaliar se a pessoa que está vivenciando crises de pânico, ansiedade ou mesmo passa por um luto precisa do suporte de profissionais da Psicologia e até mesmo da Psiquiatria.

Como disse antes, sua ajuda tem que ressoar com o que está no seu coração. A seguir, deixo algumas opções de como você pode somar na vida de quem precisa:

1.Destinar os ganhos, ou parte deles, para ajudar no RS

Seja um pacote de sessões de atendimento ou um infoproduto, você pode destinar uma parte do dinheiro que receber das vendas para apoiar uma instituição que dá suporte direto às vítimas das enchentes no Sul.

Caso já tenha um infoproduto pronto, pode até destinar 100% do valor. É uma escolha sua e para a realidade financeira que vive atualmente.

2.Faça sessões gratuitas com seus seguidores, clientes e alunas para vibrar pelo Sul

Meditação, envio de reiki, Ho'oponopono e qualquer outra prática que você se conecte pode ser uma grande contribuição. Caso tenha uma comunidade ativa, peça o apoio delas para se juntarem a você para vibrarem juntos pela região Sul, pelas vítimias, pelos voluntários e pela Mãe Terra.

Em uma live recente, o Henrique Gasparetto falou sobre a importância do posicionamento energético, de focar no reequilíbrio energético, na vibração para quem precisa.

3.Mobilize sua rede para fazer doações

Escolha uma instituição ou contato direto que você sabe que vai oferecer ajuda imediata às pessoas, tanto para doações em dinheiro quanto em itens de necessidade básica e alimentos. O site Para Quem Doar lista diversas instituições conhecidas, com os links oficiais de instituições como a Ong Ação da Cidadania e a Central Única das Favelas (Cufa), que já têm uma base de suporte no Rio Grande do Sul.

O Grupo de Resgate a Animais em Desastres (GRAD Brasil) também recebe doações. A Mônica de Madeiros, da Casa do Consolador, fez uma live ontem sobre uma campanha para enviar doações ao Sul e oferecer acolhimento com psicólogos, psicanalistas e terapeutas.

Você pode divulgar os locais que recebem doações materiais, como os Correios. Na região onde você mora certamente há lojas e outras entidades que estão se comprometendo a receber e entregar as doações. Essa reportagem lista diversas frentes de trabalho e apoio do Sul, tanto para voluntariar como parar doar.

4.Divulgue os canais de atendimento gratuito em saúde mental e/ou seja um voluntário

Essa outra reportagem do jornal Zero Hora, de lá do Sul, fala dos tipos de acolhimento que estão sendo feitos. Há participação de entidades como a Associação Brasileira de Psicanálise, o Conselho Regional de Psicologia (CRPRS), a Rede de Apoio Psicossocial (RAP) e a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS).

Também há opções para voluntariar, mas a maioria delas é exclusiva para psicólogos. Mais uma vez, vale reiterar que adultos, crianças e idosos passam por uma experiência traumática. É importante saber entender a dor delas e a complexidade do acolhimento inicial.

Para ajudar a dimensionar a gravidade desse momento e orientar esse atendimento, o Conselho Regional de Psicologia e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) disponibilizaram um curso online e gratuito para atender as vítimas das enchentes. O Conselho de Psicologia também está com outras atividades de orientação aos profissionais.

A Regina Tavares divulgou em uma live nesta terça-feira que pretende reunir terapeutas para prestarem apoio às vítimas das enchentes. Mesmo que inicialmente seja necessário o atendimento por um psicólogo, ao longo do tempo as pessoas poderão contar com outras ferramentas de apoio, como o Ho'oponopono. Fique de olho nos canais dela, para saber como voluntariar e divulgar esse suporte online.

5.Esteja presente nas redes sociais

Se você já está fazendo contribuições materiais, financeiras e vibracional, pode também ajudar com conteúdos nas suas redes sociais. Muita gente que não está lá no Rio Grande do Sul também se sente tomada pela ansiedade e medo dos acontecimentos. Elas também buscam apoio.

Os conteúdos são um grande aliado para educar a população sobre a importância das terapias. Talvez, uma publicação sua pode ser um breve respiro no dia de alguém que acabou de passar por um período difícil.

Pode ser também um incentivo para alguém que não sabe como fazer a diferença na vida de outras pessoas, mas que pode se inspirar nas suas palavras.


Toda entrega com intenção genuína é um ganho para o Universo!

Não pare de exercer seu papel como terapeuta pois a sua mensagem pode ser muito mais importante do que você imagina. É por isso que eu falo tanto que você precisa entender a sua essência, seu jeito único de se comunicar e sobre quais universos pode falar com seus seguidores.

É dessa forma que você atrai as pessoas que se identificam com o seu jeito e com os assuntos que aborda. Em breve, vou divulgar um E-book que te ensina a construir sua presença digital e a criar um fluxo de criação de conteúdos leve e que faça sentido. Você pode se inscrever na lista de espera aqui.

Eu resolvi continuar a me vender nesse momento. Porque no meio do caos é importante acharmos um meio de nos sentirmos úteis. 💚 Gratidão por chegar até aqui!

Bons conteúdos e boas sessões! ✨

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